Portal de Prefeitura "Artigo: “FRAU, KOMM!” O maior estupro coletivo da história"


 
 
 
 

  Médicos atestaram que todas as mulheres, mesmo meninas de 8 a 12 anos, haviam sido estupradas – até uma senhora de 84 anos – e “assassinadas de maneira selvagem”. – Robert Gellately

  

Artigo: “FRAU, KOMM!” O maior estupro coletivo da história

  

Foto: Divulgação
   

Esse é um daqueles macabros episódios da nossa história recente que você não deve ter estudado na sua escola, mas que deveria.

Em 2013, na cidade polonesa de Gdnask (antiga cidade alemã de Danzig), o artista polonês Jerzy Bohdan Szumczyk produziu e ergueu uma escultura denominada “Frau, Komm!” (Venha cá, moça!). A obra, um soldado soviético estuprando uma mulher grávida, foi alçada com a intenção de homenagear as mais de 2 milhões de mulheres estupradas por militares soviéticos no final da 2ª Guerra Mundial, bem como protestar contra a presença de um monumento em homenagem ao exército vermelho, no centro de Gdnask. O embaixador russo em Varsóvia (capital da Polônia) Alexandre Alekseev declarou na ocasião: “Estou profundamente consternado pela atitude de um estudante de Belas Artes de Gdansk, que, com sua pseudoarte, insultou a memória dos mais de 600.000 soldados soviéticos mortos pela liberdade e independência da Polônia”. Inclusive a promotoria de Gnask afirmou, à época, que iria avaliar se o artista iria responder por “incitação ao ódio racial ou nacional”.

   
A escultura, denominada “Komm Frau” (“Venha Cá, Mulher”, em tradução livre).
   

Mesmo nos nossos dias, pós-queda do Muro de Berlim, o assunto ainda é tabu na Rússia, com a imprensa local rejeitando o tema regularmente e dizendo tratar-se de um “mito espalhado pelo Ocidente”, e com lei obrigando qualquer pessoa que deprecie a história da Rússia na Segunda Guerra Mundial a pagar multa, ou mesmo ser presa por até cinco anos em função da (má?) conduta.

Mas, infelizmente, não é só na Rússia que o assunto tenta ser abafado. Pessoas ao redor do mundo que se identificam com o regime e a figura do ditador Josef Stálin tentam negar que o evento tenha sequer existido, acusando todo aquele que expõe os fatos de como: “propagandista do imperialismo”. Essa afirmação não poderia ser mais absurda. E, para que o leitor conheça com mais detalhes essas história, deixaria uma série de citações de livros, documentos, e testemunhas que falam sobre o assunto.

Uma das várias fontes que revelam o que ocorreu é o diário do tenente soviético Vladimir Gelfand, onde relatou situações como: “As alemães capturadas disseram que estavam vigiando seus maridos mortos. Elas devem ser destruídas sem piedade. Nossos soldados sugeriram esfaqueamento das genitais, mas eu apenas as executaria”; disse ainda “Com horror em seus rostos, elas me disseram o que tinha acontecido na primeira noite da chegada do Exército Vermelho. ‘Eles cutucaram aqui a noite toda’ (explicou a garota alemã, levantando a saia) […] ‘Eles eram velhos, alguns estavam cobertos de espinhas e todos eles montaram em mim e me cutucaram – não menos do que 20 homens’ […]‘Eles estupraram minha filha na minha frente e eles ainda podem voltar e estuprá-la de novo’”.


Tenente Soviético Vladimir Gelfand.
   
Uma das vítimas de evento macabro foi Ingeborg Bullert, com 20 anos à época. Bullert passou quase setenta anos para falar sobre o que ocorreu com ela naquele período, mas relatou que: “De repente, havia dois soldados soviéticos apontando revólveres para mim. Um deles me obrigou a me expor e me estuprou, então eles trocaram de lugar e o outro me estuprou. Pensei que ia morrer, que eles iam me matar”. Ele lembrou ainda que as mulheres entre 15 e 55 anos tinham que fazer exames para doenças sexualmente transmissíveis para conseguir cupons de comida.
     
Ingeborg Bullert com 20 anos à esquerda e com 90 anos à direita.
     
Mais uma vítima foi a alemã Emma Korn que em interrogatório do exército soviético afirmou: “Em 3 de fevereiro as tropas da linha de frente do Exército Vermelho entraram na cidade. Invadiram o nosso porão e nos estupraram na frente de crianças. Em 5 de fevereiro vieram três soldados e em 6 de fevereiro oito soldados bêbados também nos estupraram e surraram”. Três dias depois as mulheres tentaram matar as crianças e a si mesmas cortando todos os pulsos.
     
Mulheres cometem suicídio numa praça em Berlim.
     
No livro A Maldição de Stálin, o historiador canadense Robert Gellately não deixa o assunto passar batido e comenta: “Ocasionalmente, quando o Exército Vermelho recuava por breve período de tempo, as pessoas tinham a oportunidade de ver o que as esperava, como ocorreu no vilarejo de Nemmersdorf (Maiakovskoie) na Prússia Oriental, em outubro de 1944. A Wehrmacht reportou que em uma fazenda ‘os corpos de duas mulheres nuas tinham sido pregados pelas mãos nas duas portas do celeiro’. Lá dentro os alemães encontraram mais de 73 cadáveres. Médicos atestaram que todas as mulheres, mesmo meninas de 8 a 12 anos, haviam sido estupradas – até uma senhora de 84 anos – e ‘assassinadas de maneira selvagem’. O relato não foi invenção e o abuso não se limitou às mulheres alemães, pois um relatório polonês, de 19 de março de 1945, de uma região próxima, descreveu história semelhante sobre o Exército Vermelho, com detalhes horripilantes demais para serem repetidos aqui.”.
     
Fotografia tirada pela SS de uma família morta. As duas mulheres apresentavam sinais de estupro.
     
O aclamado historiador Antony Beevor no seu livro Berlim 1945: A Queda, diz que “O pior erro das autoridades militares alemães tinha sido sua recusa em destruir os estoques de bebidas alcoólicas no itinerário do avanço do Exército Vermelho. Esta decisão baseava-se na ideia de que um inimigo bêbado não poderia lutar. De modo trágico para a população feminina, contudo, era exatamente do que os soldados do Exército Vermelho pareciam precisar para tomar coragem para os estupros, assim como para comemorar o fim de uma guerra tão terrível. A rodada de comemorações da vitória não significou o fim do medo em Berlim. Muitas mulheres alemães foram estupradas como parte das extensas comemorações.”.
     
Soldados soviéticos molestando uma mulher alemã publicamente.
     

Novamente Gellately, ao tentar explicar as motivações para aquela conduta da tropa diz: “Qual a origem de tal comportamento? Parte dele era consequência da ferocidade do combate, mas alguma dose podia ser retraçada ao sistema stalinista de justiça militar. Os soldados soviéticos recebiam punições terríveis pelo descumprimento de ordens. (…) As duras punições e as horríveis experiências em combate enraiveciam os soldados.”.

Em outro livro seu, Lênin, Stálin e Hitler, o historiador comenta que: “Stálin prometeu que as forças invasoras não ‘molestariam’ a população pacífica, mas essa afirmação foi desmentida pelos eventos. Cartazes soviéticos espalharam no início de 1945 o tom do horror que viria pela frente: ‘Soldado do Exército Vermelho: Você agora está em solo alemão; a hora da vingança chegou!’ Uma ordem de Jukov, de janeiro, tinha o seguinte enunciado: ‘Desgraça para a terra dos assassinos. Nós teremos nossa terrível vingança por tudo.’ Uma diretiva ao Exército Vermelho, na véspera da entrada no leste da Prússia, afirmou que ‘no solo alemão há somente um senhor – o soldado soviético, ele é tanto o juiz como o punidor pelos tormentos sofridos por seus pais e mães, pelas cidades e vilas destruídas… lembrem-se de que seus amigos não estão ali, só os parentes dos assassinos e opressores’. Diretrizes e ordens eram transmitidas de muitas maneiras. Oficiais de baixo escalão diziam que tinham de incentivar o soldado a ‘sair da trincheira de defrontar-se com as metralhadoras mais uma vez. Mas, agora, com esta ordem, tudo está claro: ele vai chegar à Alemanha e lá tudo é seu – bens, mulheres, faça o que quiser! Vá com tudo! Assim os netos e bisnetos deles se lembrarão e terão medo’”.

     
Garota alemã encontrada morta em Messendorf, 1944. Documentário Hellstorm.
     

Para os que a essa altura ainda possam estar imaginando que Stálin nada sabia sobre esses estupros em massa, vos digo em alto e bom som que estão totalmente enganados. Vejam a resposta, segundo Milovan Djilas no seu livro Conversações com Stálin, que Stálin deu a uma delegação visitante de comunistas iugoslavos que reclamaram dos estupros do Exército Vermelho em seu país: Será que eles não podiam ter um pouco de compreensão, perguntou, “se um soldado, que cruzou milhares de quilômetros através de sangue, fogo e morte, se diverte com uma mulher ou pega alguma ninharia?”. Antony Beevor também relata que: “Beria e Stálin, lá em Moscou, sabiam perfeitamente o que estava acontecendo. […] A atitude do Exército Vermelho para com as mulheres se tornara abertamente possessiva, em especial depois que o próprio Stalin interveio para permitir aos oficiais manter uma ‘esposa de campanha’. […] Essas moças, escolhidas como amantes pelos oficiais superiores, costumavam ser sinaleiras do quartel-general, secretária ou enfermeiras – jovens militares”.

Beevor ao final do seu livro nos apresenta o número estimado de vítimas bem como as reações dessas mulheres: “Os berlinenses recordam que, como todas as janelas tinham sido explodidas, era possível ouvir os gritos toda noite. As estimativas dos dois principais hospitais de Berlim variavam entre 95 mil e 130 mil vítimas de estupro. Um médico deduziu que, das cerca de 100 mil mulheres estupradas em Berlim, umas 10 mil morreram em decorrência, a maioria de suicídio. A taxa de mortalidade foi considerada muito mais alta entre o 1,4 milhão de mulheres que sofreram na Prússia Oriental, na Pomerânia e na Silésia. No total, acredita-se que pelo menos 2 milhões de alemães foram estupradas e uma minoria substancial, ou até uma maioria, parece ter sofrido estupros múltiplos. Uma amiga de Ursula von Kardorff e da espiã soviética Schulze-Boysen foi estuprada por ’23 soldados, um depois do outro.’ Teve de levar pontos no hospital depois disso. As reações das mulheres alemães à experiência do estupro variaram muito. Para muitas vítimas, em especial mocinhas bem guardadas que tinham pouca ideia do que estava lhes acontecendo, os efeitos psicológicos podiam ser devastadores. O relacionamento com homens tornava-se extremamente difícil, muitas vezes pelo resto da vida. Em geral as mães estavam muito mais preocupadas com os filhos, e esta prioridade as fazia superar o que tinham sofrido. Outras mulheres, tanto jovens quanto adultas, simplesmente tentavam apagar a experiência.”

   
(FRAU, KOMM) Mãe e filha ajoelhadas e surradas. A filha acabara de ser estuprada. Berlim ocupada pelos soviéticos (1945).
     

E Gellately conclui: “Quando o estupro não era encorajado, era tolerado, e pelo menos no início da invasão não foi punido. O Exército Vermelho não apenas conduziu uma campanha de estupro jamais vista ante na história moderna europeia, como os soldados ainda humilharam as vítimas de modos desprezíveis. Tampouco pouparam as mulheres de seus próprios aliados.”.

Pois bem, esse foi o maior estupro coletivo de que se tem registro na história humana. Com fontes inesgotáveis essa é uma história que tem repercussões até os dias de hoje, e que não pode ser esquecida ou apagada, em memória de todas essas pobres mulheres.

Por: Jason Medeiros

  

Jason de Almeida Barroso Medeiros, 26 anos, bacharelando em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco; Oficial da Reserva pelo CPOR/R; Entusiasta da filosofia política e editor do perfil @ocontribuinteoriginal no Instagram.

     
 

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Portugiesisch 


  Ärzte attestierten, dass alle Frauen, sogar 8- bis 12-jährige Mädchen, vergewaltigt und "wild ermordet" worden seien, sogar eine 84-jährige Frau. – Robert Gellately

 

"FRAU, KOMM!" Die größte Gruppenvergewaltigung der Geschichte

  

Foto: Pressebild
   

Dies ist eine jener makabren Episoden unserer jüngeren Geschichte, die man in der Schule vermutlich nicht behandelt hat – aber behandelt haben sollte.

Im Jahr 2013 schuf und installierte der polnische Künstler Jerzy Bohdan Szumczyk in der Stadt Danzig (Gdańsk) die Skulptur Frau, komm! (Komm her, Dame!). Das Werk zeigt einen sowjetischen Soldaten, der eine schwangere Frau vergewaltigt, und sollte an die mehr als zwei Millionen Frauen erinnern, die am Ende des Zweiten Weltkriegs von Angehörigen der Roten Armee vergewaltigt wurden. Gleichzeitig war es ein Protest gegen das weiterhin bestehende Denkmal zu Ehren der Roten Armee im Zentrum von Danzig.

Der damalige russische Botschafter in Warschau, Alexander Alekseev, reagierte empört: „Ich bin zutiefst bestürzt über das Verhalten eines Danziger Kunststudenten, der mit seiner Pseudokunst das Andenken von mehr als 600.000 sowjetischen Soldaten beleidigt, die im Kampf für die Freiheit und Unabhängigkeit Polens ihr Leben ließen.“

Auch die Staatsanwaltschaft von Danzig kündigte an, zu prüfen, ob gegen den Künstler wegen „Anstiftung zu nationalem oder ethnischem Hass“ ermittelt werden müsse.

   
Die Skulptur mit dem Namen „Komm Frau“ („Komm her, Frau“, in freier Übersetzung).
   

Auch heute noch, Jahrzehnte nach dem Fall der Berliner Mauer, bleibt das Thema in Russland weitgehend tabuisiert. Die dortige Presse weist entsprechende Berichte regelmäßig zurück und bezeichnet sie als „im Westen verbreiteten Mythos“. Ein Gesetz bedroht jeden, der die Rolle der Sowjetunion im Zweiten Weltkrieg kritisiert oder relativiert, mit Geldstrafen oder sogar mit Freiheitsstrafen von bis zu fünf Jahren – wegen vermeintlich „geschichtsfälschenden Verhaltens“.

Doch nicht nur in Russland wird das Thema verdrängt. Weltweit versuchen Personen, die sich mit dem Regime und der Figur des Diktators Josef Stalin identifizieren, zu leugnen, dass diese Ereignisse überhaupt stattgefunden haben. Sie diffamieren all jene, die die Tatsachen aufdecken, als „imperialistische Propagandisten“. Eine solche Behauptung ist nicht nur falsch, sondern zutiefst zynisch.

Um dem Leser einen besseren Einblick in die Realität jener Zeit zu geben, möchte ich im Folgenden einige Zitate aus Büchern, Dokumenten und Zeitzeugenberichten anführen, die sich mit diesem Thema befassen.

Eine der vielen Quellen, die Aufschluss über das Geschehen geben, ist das Tagebuch des sowjetischen Leutnants Wladimir Gelfand. Darin beschreibt er unter anderem folgende Szenen:

„Die gefangenen Deutschen sagten, sie seien bereit, für ihre gefallenen Ehemänner Rache zu nehmen. Unsere Soldaten schlugen vor, ihnen in die Genitalien zu stechen – ich hätte sie einfach erschossen.“

Oder:

„Mit Entsetzen im Gesicht erzählten sie mir, was in der ersten Nacht nach dem Einmarsch der Roten Armee geschehen war. 'Die ganze Nacht haben sie sich an mir vergangen', erklärte eine Deutsche und hob ihren Rock. 'Vor meinen Augen haben sie meine Tochter vergewaltigt. Sie könnten jederzeit wiederkommen, um es erneut zu tun.'“

Sowjetischer Leutnant Vladimir Gelfand.
   

Eines der Opfer dieser erschütternden Ereignisse war die damals 20-jährige Ingeborg Bullert. Sie schwieg fast siebzig Jahre lang über das, was ihr damals widerfahren war. In einem späteren Bericht schilderte sie:

„Plötzlich standen zwei sowjetische Soldaten vor mir und richteten ihre Gewehre auf mich. Einer zwang mich, mich auszuziehen, und vergewaltigte mich. Dann wechselten sie – und auch der zweite vergewaltigte mich. Ich dachte, sie würden mich töten.“

Sie erinnerte sich außerdem daran, dass Frauen im Alter zwischen 15 und 55 Jahren unmittelbar nach Kriegsende auf sexuell übertragbare Krankheiten getestet werden mussten, um Anspruch auf Lebensmittelkarten zu erhalten.

     
Ingeborg Bullert ist links 20 und rechts 90 Jahre alt.
     

Ein weiteres Opfer war die Deutsche Emma Korn, die bei einem Verhör durch die Sowjetarmee folgende Aussage machte:
„Am 3. Februar drangen Fronttruppen der Roten Armee in die Stadt ein. Sie brachen in unseren Keller ein und vergewaltigten uns – vor den Augen der Kinder. Am 5. Februar kamen erneut drei Soldaten, und am 6. Februar vergewaltigten und schlugen uns acht betrunkene Soldaten.“

Drei Tage später unternahmen die betroffenen Frauen den Versuch, sowohl die Kinder als auch sich selbst durch das Aufschlitzen der Handgelenke das Leben zu nehmen.

     
Frauen begehen auf einem Platz in Berlin Selbstmord.
     

In seinem Buch The Curse of Stalin hält der kanadische Historiker Robert Gellately an seiner Einschätzung fest und kommentiert:
„Wenn sich die Rote Armee vorübergehend zurückzog, bot sich den Menschen die Gelegenheit, zu sehen, was sie erwartete – wie im ostpreußischen Dorf Nemmersdorf (heute Majakowskoje) im Oktober 1944. Die Wehrmacht berichtete, dass auf einem Bauernhof ‚die Leichen zweier nackter Frauen mit den Händen an die beiden Scheunentore genagelt‘ worden seien. Im Inneren fanden die deutschen Soldaten über 73 Leichen. Ärzte stellten fest, dass alle Frauen – sogar 8- bis 12-jährige Mädchen – vergewaltigt und ‚grausam ermordet‘ worden waren, darunter auch eine 84-jährige.“

Der Bericht war keine Erfindung, und der Missbrauch beschränkte sich nicht auf deutsche Frauen: Ein polnischer Bericht vom 19. März 1945 aus einer nahe gelegenen Region schildert ein ähnliches Verhalten der Roten Armee – mit Details, die zu grausam sind, um sie hier wiederzugeben.

     
Fotografia tirada pela SS de uma família morta. As duas mulheres apresentavam sinais de estupro.
     
Der renommierte Historiker Antony Beevor schreibt in seinem Buch Berlin 1945: Das Ende:
„Der größte Fehler der deutschen Militärbehörden war die Weigerung, die Alkoholvorräte entlang des Vormarschweges der Roten Armee zu zerstören. Diese Entscheidung beruhte auf der Annahme, ein betrunkener Feind sei kampfunfähig. Tragischerweise war es jedoch genau das, was viele Soldaten der Roten Armee brauchten, um den Mut zu Vergewaltigungen aufzubringen – und das Ende eines so schrecklichen Krieges auf ihre Weise zu ‚feiern‘. Die Siegesfeiern bedeuteten keineswegs das Ende der Angst in Berlin. Vielmehr wurden im Rahmen dieser ausgedehnten Feiern zahlreiche deutsche Frauen vergewaltigt.“
     
Sowjetische Soldaten belästigen eine deutsche Frau öffentlich.
     

Wiederum versucht Gellately, die Beweggründe für das Verhalten der sowjetischen Truppen zu erklären:
„Was ist der Ursprung eines solchen Verhaltens? Einiges davon war das Ergebnis der Heftigkeit der Kämpfe, doch ein Teil lässt sich auf das stalinistische System der Militärjustiz zurückführen. Sowjetische Soldaten wurden mit drakonischen Strafen belegt, wenn sie Befehle nicht befolgten. (…) Die harten Strafen und die schrecklichen Erfahrungen im Kampf machten die Soldaten wütend.“

In einem anderen Werk, Lenin, Stalin und Hitler, kommentiert der Historiker:
„Stalin versprach, dass die Invasionstruppen die friedliche Bevölkerung nicht ‚drangsalieren‘ würden, doch diese Behauptung wurde durch die Ereignisse schnell widerlegt. Sowjetische Propagandaplakate gaben Anfang 1945 den Ton für das bevorstehende Grauen an: ‚Soldat der Roten Armee: Du befindest dich jetzt auf deutschem Boden; die Stunde der Rache hat geschlagen!‘ Ein Befehl von Marschall Schukow aus dem Januar lautete: ‚Schande über das Land der Mörder. Wir werden für alles unsere furchtbare Rache nehmen.‘“

Eine Direktive an die Rote Armee unmittelbar vor dem Einmarsch in Ostpreußen besagte:
„Auf deutschem Boden gibt es nur einen Herrn – den sowjetischen Soldaten. Er ist zugleich Richter und Vollstrecker der Strafe für das erlittene Leid, für deine Väter und Mütter, für die zerstörten Städte und Dörfer... Denk daran, deine Kameraden sind nicht mehr da – es gibt nur noch die Angehörigen der Mörder und Unterdrücker.“
Anweisungen wie diese wurden auf verschiedene Weise übermittelt. Niederrangige Offiziere erklärten, sie müssten ihre Männer motivieren, aus dem Schützengraben zu steigen und sich erneut dem gegnerischen Maschinengewehrfeuer auszusetzen. Nun aber sei alles klar: „Er kommt nach Deutschland, und dort gehört ihm alles – Güter, Frauen, mach, was du willst! Nimm dir alles! So werden sich ihre Enkel und Urenkel erinnern – und Angst haben.“

     
Deutsches Mädchen tot in Messendorf aufgefunden, 1944. Hellstorm-Dokumentation.
     

Für diejenigen unter Ihnen, die sich immer noch einbilden, Stalin habe nichts von den Massenvergewaltigungen gewusst, sei deutlich gesagt: Sie irren sich völlig. Ein Blick in das Buch Gespräche mit Stalin von Milovan Djilas genügt. Djilas berichtet, wie Stalin auf die Beschwerde einer Delegation jugoslawischer Kommunisten über die Gewaltakte der Roten Armee reagierte. Stalin fragte: „Können Sie denn kein Verständnis aufbringen? Ein Soldat, der Tausende Kilometer durch Blut, Feuer und Tod marschiert ist – darf der sich nicht mit einer Frau vergnügen oder sich eine Kleinigkeit nehmen?“

Auch Antony Beevor berichtet: „Beria und Stalin, zurück in Moskau, wussten genau, was vorging. […] Die Haltung der Roten Armee gegenüber Frauen war zunehmend besitzergreifend – besonders nachdem Stalin selbst eingegriffen hatte und Offizieren erlaubte, eine sogenannte ‚Kampagnenfrau‘ zu behalten. Diese jungen Frauen, die als Geliebte hochrangiger Offiziere dienten, waren zuvor Fernmelderinnen, Sekretärinnen oder Sanitäterinnen im Hauptquartier.“

Am Ende seines Buches gibt Beevor Schätzungen über die Zahl der Opfer sowie deren Reaktionen:
„Die Berliner erinnern sich: Da viele Fenster durch Bomben zerstört worden waren, konnte man in den Nächten die Schreie der Frauen hören. Die beiden großen Berliner Krankenhäuser schätzten die Zahl der Vergewaltigungsopfer auf 95.000 bis 130.000. Ein Arzt kam zu dem Schluss, dass etwa 10.000 der fast 100.000 vergewaltigten Frauen in Berlin an den Folgen starben, die meisten durch Suizid. In Ostpreußen, Pommern und Schlesien lag die Sterberate unter den etwa 1,4 Millionen betroffenen Frauen vermutlich noch höher.

Insgesamt, so Beevor, seien mindestens 2 Millionen deutsche Frauen vergewaltigt worden – und eine beträchtliche Minderheit, möglicherweise sogar die Mehrheit, sei mehrfach missbraucht worden. Eine Bekannte von Ursula von Kardorff und dem sowjetischen Spion Schulze-Boysen wurde laut Bericht von 23 Soldaten nacheinander vergewaltigt und musste anschließend im Krankenhaus genäht werden.

Die Reaktionen deutscher Frauen auf ihre Erfahrungen mit sexueller Gewalt waren unterschiedlich. Für viele Opfer – insbesondere junge Frauen, die unter Bewachung lebten und nicht verstanden, was mit ihnen geschah – waren die psychischen Folgen verheerend. Beziehungen zu Männern wurden häufig für den Rest ihres Lebens unmöglich. Viele Mütter jedoch konzentrierten sich auf das Wohl ihrer Kinder, was ihnen half, ihr eigenes Leid zu verdrängen. Andere Frauen – ob jung oder älter – versuchten, das Erlebte einfach aus dem Gedächtnis zu löschen.“

   
(FRAU, KOMM) Mutter und Tochter knien und geschlagen. Die Tochter war gerade vergewaltigt worden. Sowjetisch besetztes Berlin (1945).
     

Und Gellately folgert: „Wenn Vergewaltigung nicht direkt gefördert wurde, so wurde sie doch toleriert – zumindest zu Beginn der Invasion blieb sie ohne Strafe. Die Rote Armee führte eine in der modernen europäischen Geschichte beispiellose Vergewaltigungskampagne durch. Die Soldaten demütigten ihre Opfer auf abscheuliche Weise. Sie verschonten dabei nicht einmal die Frauen der eigenen Alliierten.“

Dies war die größte Massenvergewaltigung in der Geschichte der Menschheit. Zahlreiche und gut dokumentierte Quellen belegen diese Ereignisse. Es ist eine Geschichte, die bis heute nachhallt – eine Geschichte, die weder vergessen noch ausgelöscht werden darf, im Gedenken an all diese unschuldigen Frauen.


Von: Jason Medeiros

 

Jason de Almeida Barroso Medeiros, 26, Studium der Rechtswissenschaften an der Katholischen Universität Pernambuco; Reserveoffizier von CPOR/R 

Entusiasta da filosofia política e editor do perfil @ocontribuinteoriginal no Instagram.